Você conversa sobre o livro enquanto lê. O que ficar de pé na conversa vai direto para o seu fichário, arquivado no livro que deu origem à ideia. Nada de anotação espalhada por dez cadernos, nada de terminar uma leitura sem saber dizer o que sobrou dela.
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Quem conversa com você
Virgílio é o leitor artificial do Aporia. Ele conhece o seu acervo, as suas anotações e o contorno do que você ainda não leu. Não resume livro, não responde no seu lugar e não devolve lista de curiosidades: faz uma pergunta por vez e espera a sua resposta. Quando a conversa produz alguma coisa que vale guardar, ele guarda.
Ele abre com perguntas montadas sobre os seus livros
Na alegoria da caverna, quem sai e vê a luz precisa voltar para contar aos outros. Não entendi por que alguém voltaria.
Repare que Platão não diz que ele quer voltar. Diz que ele é obrigado a descer, e a cidade justa do livro depende disso: de alguém que preferia ficar lá fora e mesmo assim volta.
Antes de decidir se isso é plausível, uma pergunta: você já viu alguém abrir mão de algo que conquistou só para explicar aquilo a quem não conquistou?
Quase nunca. É isso que me incomoda no argumento. Salva essa ideia.
Reprodução da tela. As perguntas de abertura são montadas a partir dos livros que você tem em leitura.
O que fica da conversa
Anotação
A ideia que você formulou na conversa entra no fichário com a sua palavra, não como resumo do que ele disse. Vai arquivada no livro certo e na prateleira certa: o esqueleto do livro, as ideias e argumentos, ou as conexões com outras leituras.
Citação
A frase que você trouxe, guardada com a localização dela, sem você sair da conversa para copiar e colar em outro lugar.
Livro
Mencionou uma obra que não está no seu acervo? Ele registra antes de continuar, e nunca inventa um livro que você não citou.
O que ele salva é proposta, não veredicto: nasce marcado como dele, aparece distinto no fichário e some com um clique. Ele guarda sem pedir licença só quando você pediu; quando a iniciativa é dele, pergunta antes. O fichário é seu.
Dentro do leitor
Quase todo mundo lê sozinho. A passagem boa aparece, a discordância aparece, e não há para quem contar naquela hora. Grupo de leitura é difícil de montar, mais difícil de manter, e quase nunca está lendo o livro que você tem na mão hoje.
No Aporia você abre o livro e chama o Virgílio. A tela se limpa, o cronômetro começa a correr e ele fica ao lado, com o seu livro como contexto. Você lê, comenta o que atravessou, discorda em voz alta, e “salva isso” vira uma linha no fichário sem você sair da página. No fim do ciclo fica registrado o tempo que você leu, nunca uma pontuação.
O cronômetro e a conversa por escrito são gratuitos. A voz ao vivo, com ele ouvindo e respondendo enquanto você lê, faz parte do plano pago, porque cada frase falada tem custo por sentença.
O acervo, depois
Anotação, citação e destaque ficam arquivados no livro que os gerou, nunca num caderno solto. Você reabre o livro seis meses depois e encontra o que pensou dele.
Importe o arquivo e leia ali mesmo, com marca-texto, anotação por voz e o Virgílio a um toque de distância. O que você grifa entra no fichário como citação, sem passo nenhum a mais.
Quarenta e cinco escolas de pensamento. Ele não mede o que você sabe: desenha o contorno do que você ainda não leu, e o Virgílio puxa conversa a partir desse contorno.
Por onde muita gente começa
Descubra o contorno do que você ainda não leu.
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